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Em Nome do Silêncio

Em Nome do Silêncio

07
Mai21

A mim, sentidos pêsames

Margarida Martins

Sou sussurro de mim quando me

Encontro sozinha.

Nada em mim sobra senão

Tempo em quem penso sobre a

Inconcebível tristeza que sinto por minha

Demasia ser tão pouca, que nada chega a ser.

Oxalá que a poesia tenha a forma do vazio,

Soturna como a noite em que sou eco.

 

Palmos caminho, mas no fim sou

Êxodo - como as tragédias que leio. Nelas

Singela é a despedida porque nunca há nela algo mais que o vazio que deixa.

Abalo como se as malas estivessem preparadas, e deixo pouco

Mais de nada do que toda a madrugada que há em mim. Sou a efémera

Eternidade que sinto por tudo aquilo que jaz. E a mim,

Sentidos pêsames.

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