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Quando és tu

Quinta-feira, 09.11.17

Quando se trata de ti mexe comigo. As borboletas ganham vida, e o coração ganha velocidade. E que mais há a dizer quando já nem as palavras chegam para demonstrar todo o amor que por ti sinto?

Um simples "amo-te" torna-se banal e vago na imensidão dos meus sentimentos.

Gosto de saber que me pertences, e sinto-me bem por ser inteiramente tua. Não simplesmente num ato de posse, mas também como quem aceita o destino. Sabes, sou parva por ele! (Desconfio que até os astros conspiram a nosso favor, e se não for esse o caso, vem, por favor, meu amor, vamos mostrar aos astros que seremos um do outro, não desde sempre, mas para sempre! Então vem amor, apressa-te, mas não tenhas pressa de me amar: ama-me devagar, o amanhã pode esperar).

Tinha quem me desse a vida, e escolhi dá-la a ti, não me faças desejar a morte. 

Quero-te tão perto, que um centímetro já é distância, e desejar-te faz-me depender de ti. E eu, que nunca gostei de vícios, gosto de ti. Não será isto tão injusto como a vida que me dás, e que te dou? Não somos imortais, mas hoje vivemos como se não fossemos morrer, e meu amo, a morte é certa ,na incerteza da vida.

Um amor e uma fotografia, um pedaço de céu e um riso, haverá algo mais abstrato do que aprender a amar, sem saber sequer o que é amor? 

Ris-te, e eu não fico indiferente. Sorris e não há nada tão gratificante como ver-te sorrir, diz-me como é possível não me prender num olhar. És arte, e eu posso nem ser artista mas sei reconhecer-te, e esse já é o primeiro passo para te poder amar como poema.

Dois rascunhos de um amor e um futuro por a frente. Olhares sinceros, e palpitações descontroladas. E o amor nasce numa altura em que já ninguém renasce por amor.

Prendes-me a ti, e tens-me como ninguém. E quantas horas serão precisas para parar de sorrir por ti?

Hoje o amor é para mim uma queda-livre, na qual não me assusta a queda, mas sim a viagem. Não me preocupo com o fim, e sim com o durante, e o grande problema dos grandes amores é acreditarem na possibilidade de um fim... Não condeno tal decisão de pensamento, mas a alma não necessita da mortalidade, e um grande amor é mais que corpo.

Quando estou contigo sinto-me numa melodia harmoniosa de sons perfeitamente conjugados.

Vejo adoração nos teus olhos, e amor nos teus lábios, e será demasiado egoísta não te querer largar mais?

Estou a aprender a amar, aprender a crescer e desejo que assim seja, até ao fim do meu corpo, para que a minha alma viva eternamente com a tua, estejam elas onde estiverem desejo-lhes o mesmo amor que até agora me sustenta e não nos deixa morrer.

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publicado por Menina Flor às 22:08


1 comentário

De Anónimo a 10.11.2017 às 23:49

Escreves super bem. Adorei

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